Em São Gonçalo, a diversidade geológica salta aos olhos de quem trabalha com fundações: num mesmo lote é comum encontrar desde a argila orgânica mole típica dos fundos de vale do Alcântara até o solo residual maduro que cobre os morros da cidade. Ignorar essa variação significa errar na classificação do material. Por isso, quando o projeto exige precisão, recorremos à análise granulométrica conjunta — peneiramento para a fração grossa e ensaio com hidrômetro para os finos. O ensaio, executado segundo a ABNT NBR 7181:2016, entrega a curva completa que o engenheiro precisa para definir filtros, avaliar a susceptibilidade à erosão interna ou calibrar modelos de permeabilidade em solos gonçalenses. Frequentemente, complementamos essa caracterização com o ensaio CPT em terrenos de baixa resistência, onde a amostragem indeformada se torna inviável.
A curva granulométrica completa é a identidade do solo: sem ela, qualquer modelo de fluxo em São Gonçalo vira mera suposição.
Metodologia e escopo
Os sedimentos quaternários que preenchem as planícies aluvionares de São Gonçalo, especialmente nas bacias dos rios Imboaçu e Guaxindiba, apresentam teores de finos que com frequência ultrapassam 60%. Essa quantidade de silte e argila exige o ensaio de sedimentação por hidrômetro, pois sem ele a curva fica truncada abaixo da peneira #200 e o coeficiente de uniformidade perde totalmente o significado físico. Nosso laboratório opera com defloculante hexametafosfato de sódio e controle rigoroso de temperatura durante as leituras do densímetro, conforme manda a norma. Processamos amostras de sondagens SPT, poços de inspeção ou blocos indeformados, e entregamos o relatório com os valores de D10, D30, D60, coeficiente de curvatura e classificação unificada do solo. Em obras de drenagem na região de Neves, por exemplo, a correta definição do D15 é indispensável para dimensionar geotêxteis que não colmatem com os finos carreados pelas chuvas intensas de verão.