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Projeto de pavimento flexível em São Gonçalo: desempenho sobre solos residuais

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A Geotecnia em São Gonçalo muda completamente entre o distrito sede, sobre os sedimentos da Bacia do Guandu, e os morros do Monjolos, onde afloram solos residuais de gnaisse. Um pavimento flexível dimensionado sem esse contraste local tende a trincar precocemente. O projeto de pavimento flexível aqui parte da caracterização completa do subleito, com execução de sondagens SPT para verificar a consistência do solo nos primeiros metros e coleta de amostras indeformadas. A cidade, com mais de um milhão de habitantes e cortada por rodovias como a BR-101 e a RJ-104, exige soluções que suportem tráfego pesado e intensa variação de umidade. Nosso laboratório realiza o ensaio CBR de campo e laboratório para definir a espessura das camadas granulares e da capa asfáltica, sempre respeitando o método do DNER/DNIT.

Em São Gonçalo, o CBR do subleito pode variar de 2% nos aluviões do Alcântara a mais de 12% nos solos maduros do Monjolos, mudando totalmente o dimensionamento do pavimento flexível.

Metodologia e escopo

O crescimento de São Gonçalo a partir dos anos 1970, com a expansão de loteamentos sobre antigos sítios e áreas alagadiças do Fundão, deixou um passivo de vias construídas sem compactação controlada. O projeto de pavimento flexível atual precisa corrigir décadas de subleito heterogêneo. A metodologia começa com a definição do Número N de projeto, baseado no tráfego previsto para a via gonçalense, e segue com o ensaio de CBR para determinar a resistência do subleito e das camadas de reforço. Solos com CBR abaixo de 5% são comuns nos bairros próximos ao rio Alcântara e exigem substituição ou estabilização granulométrica. O dimensionamento adota o catálogo de estruturas do DNIT, ajustado por meio do software MeDiNa sempre que o órgão fiscalizador municipal o requer, garantindo um pavimento flexível com vida útil compatível com o investimento.
Projeto de pavimento flexível em São Gonçalo: desempenho sobre solos residuais
Imagem técnica de referência — São Gonçalo

Considerações locais

O clima de São Gonçalo, com verões úmidos e precipitação anual acima de 1.200 mm, é o principal agente de degradação de um pavimento flexível mal drenado. A água infiltra pelas trincas, satura o subleito siltoso dos bairros baixos e reduz o CBR a valores residuais em poucos meses. A falha mais comum em vias secundárias do município é o afundamento de trilha de roda, quase sempre associado à ausência de drenos profundos e à compactação deficiente da camada de reforço. O projeto de pavimento flexível que ignorar a sazonalidade das chuvas gonçalenses condena a via a remendos constantes. A equipe técnica inclui no dimensionamento a verificação da permeabilidade in situ para projetar o sistema de drenagem subterrânea antes da execução da base granular.

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Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Número N de projeto10^5 a 5 x 10^7 (via local a arterial)
CBR mínimo de subleito≥ 5% para tráfego médio; ≥ 8% para pesado
Módulo de resiliência (MR)Determinado em laboratório (DNIT 134/2018)
Espessura total do pavimento25 a 65 cm conforme catálogo DNIT
Tipo de revestimentoConcreto asfáltico (CA) ou tratamento superficial duplo
Compactação do subleito100% Proctor Normal (DNER-ME 129/94)

Serviços técnicos associados

01

Dimensionamento estrutural do pavimento

Definição das espessuras de reforço, sub-base, base e revestimento asfáltico pelo método DNER/DNIT. Inclui contagem de tráfego, cálculo do Número N, ensaio de CBR do subleito e elaboração da nota de serviço para execução.

02

Controle tecnológico de camadas

Acompanhamento da compactação da base e sub-base na obra, com ensaios de densidade in situ pelo método do cone de areia e verificação do CBR da camada finalizada, assegurando que o pavimento executado corresponda ao projeto.

Normas aplicáveis

DNIT 058/2004 – Pavimentos flexíveis: dimensionamento, DNER-ME 049/94 – Ensaio de CBR (ISC) em laboratório, DNIT 134/2018 – Módulo de resiliência de solos, ABNT NBR 7207:1982 – Terminologia e classificação de pavimentos, IPR-719 (DNIT) – Manual de Pavimentação

Perguntas frequentes

Qual o custo de um projeto de pavimento flexível em São Gonçalo?

O valor de referência é $100.000, variando conforme a extensão da via e a quantidade de furos de sondagem necessários para caracterizar o subleito gonçalense.

Em quanto tempo o projeto fica pronto?

O prazo médio é de 15 a 25 dias úteis. Depende da campanha de campo e dos ensaios de CBR que realizamos em laboratório acreditado, etapa que consome a maior parte do cronograma.

Vocês usam o método MeDiNa no dimensionamento?

Sim, quando exigido pelo contratante ou pelo órgão municipal. Rodamos o software MeDiNa com os dados de módulo de resiliência do solo gonçalense e o espectro de cargas do tráfego previsto.

O projeto inclui drenagem do pavimento?

Inclui o dimensionamento dos dispositivos de drenagem subterrânea e superficial. Em São Gonçalo, com chuvas intensas no verão, os drenos de base são obrigatórios para alcançar a vida útil de projeto.

Que garantia o projeto oferece?

O dimensionamento segue as normativas do DNIT e a ABNT NBR 7207, garantindo um pavimento flexível projetado para a vida útil contratada, desde que a execução respeite as especificações da nota de serviço.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em São Gonçalo e sua zona metropolitana.

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