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Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em São Gonçalo

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O erro clássico em São Gonçalo é confiar só no SPT e ignorar a permeabilidade real do terreno. A cidade cresceu sobre depósitos aluvionares e colúvionares que variam de areias finas a argilas orgânicas, com lençol freático muitas vezes aflorante nos bairros mais baixos como Neves e Gradim. Depois da primeira chuva forte, a escavação vira piscina e o cronograma vai para o espaço. O ensaio de permeabilidade in situ resolve isso antes da mobilização da obra. Trabalhamos com os métodos Lefranc — carga constante ou variável — para solos, e Lugeon para maciços rochosos fraturados, seguindo as diretrizes da ABNT NBR 14545. Cada furo de sondagem já vira ponto de ensaio, otimizando o investimento. Empreiteiras que atuam nos condomínios do Alcântara e nos galpões do Monjolos usam esse dado para dimensionar o sistema de rebaixamento e evitar surpresas na fundação.

Um único ensaio Lugeon bem interpretado evita meses de retrabalho em túneis e escavações sob lençol freático elevado.

Metodologia e escopo

A diferença de comportamento hidrogeológico entre um terreno no bairro do Mutondo e outro em Santa Isabel é brutal. No Mutondo predominam solos residuais de granulito, com permeabilidade moderada, enquanto Santa Isabel tem extensas planícies de sedimentos quaternários onde a água circula rápido. Por isso o ensaio Lefranc é indispensável: ele mede a condutividade hidráulica pontual no trecho isolado do furo, sem extrapolações grosseiras de laboratório que ignoram a macroestrutura do solo. Quando o projeto avança sobre diques de diabásio fraturado, como ocorre em cortes na RJ-104, aplicamos o ensaio Lugeon. A interpretação das perdas d'água sob pressão escalonada revela se a fratura está aberta, fechada ou sofre lavagem — informação crítica para definir tratamento com injeções de consolidação antes da escavação. Nossa equipe executa o ensaio com obturador pneumático e transdutor digital, eliminando erros de leitura manual que distorcem o coeficiente k.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em São Gonçalo
Imagem técnica de referência — São Gonçalo

Considerações locais

A ABNT NBR 14545 estabelece os procedimentos mínimos, mas em São Gonçalo o risco hidrogeológico vai além do previsto em norma genérica. O município tem histórico de ocupação de margens de rios assoreados e manguezais aterrados, onde a condutividade hidráulica pode variar três ordens de grandeza em menos de dois metros de profundidade. Um ensaio mal executado — sem estabilização do nível antes da leitura, ou com selo de bentonita deficiente — produz um k fictício. Isso leva a sistemas de rebaixamento subdimensionados, erosão interna no contato solo-estaca e até colapso de taludes de escavação. Nos bairros de Itaúna e Trindade, onde a expansão imobiliária avança sobre encostas com fluxo subsuperficial intenso, o dado de permeabilidade é o divisor entre uma contenção estável e um deslizamento induzido pela saturação do solo.

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Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Método para solosLefranc (carga constante e variável)
Método para rochaLugeon (patamares de pressão)
Norma de referênciaABNT NBR 14545
Diâmetro do furo75 mm a 150 mm (NX, HX)
Parâmetro medidoCondutividade hidráulica k (m/s)
Profundidade de ensaioAté 60 m com obturador simples ou duplo
Registro de dadosTransdutor de pressão com datalogger

Serviços técnicos associados

01

Ensaio Lefranc a carga constante

Indicado para solos de alta permeabilidade. Mantemos o nível d'água constante no furo e medimos a vazão de alimentação. Ideal para areias e aluviões do vale do Alcântara.

02

Ensaio Lefranc a carga variável

Aplicado em solos de baixa permeabilidade. Registramos a velocidade de rebaixamento do nível d'água no furo. Eficiente em argilas siltosas e solos residuais gonçalenses.

03

Ensaio Lugeon em rocha

Cinco patamares de pressão crescente e decrescente, com obturador duplo. Interpretamos o fluxo em fraturas para classificar a tratabilidade do maciço rochoso com injeções.

04

Perfil de permeabilidade contínuo

Sequência de ensaios a cada 3 metros ao longo do furo, gerando curva de k × profundidade. Essencial para modelagem de fluxo em projetos de escavações profundas e túneis.

Normas aplicáveis

ABNT NBR 14545:2021 — Solo — Determinação do coeficiente de permeabilidade em furos de sondagem — Ensaio de infiltração, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagens de simples reconhecimento com SPT, USBR 6510 — Earth Manual — Field Permeability Tests in Boreholes

Perguntas frequentes

Qual a diferença prática entre Lefranc e Lugeon?

Lefranc é para solo — mede a permeabilidade do material granular ou coesivo. Lugeon é exclusivo para rocha fraturada, usando injeção de água sob pressão escalonada. Na prática, se a sondagem parou em solo, usamos Lefranc. Se atingiu rocha e há suspeita de fraturas condutivas, aplicamos Lugeon.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc?

O valor de referência é a partir de $100.000 por ensaio, incluindo mobilização de equipe e equipamento. O custo final depende da profundidade, do número de trechos ensaiados e da logística de acesso ao furo.

Em que fase da obra devo solicitar o ensaio?

O ideal é durante a campanha de sondagem, assim que o furo atinge a profundidade de interesse. Dessa forma o mesmo furo serve ao SPT e ao ensaio de permeabilidade, reduzindo custos de perfuração. O dado alimenta o projeto de rebaixamento ou a análise de fluxo antes da definição do método construtivo.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em São Gonçalo e sua zona metropolitana. Mais info.

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